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sexta-feira, 17 de junho de 2011






A quarta e última proposta de Design e Comunicação Visual consiste na realização de uma infografia estática, género recorrentemente utilizado nos meios de comunicação social e que funciona como um complemento ou substituto da componente textual de um artigo.


Segundo os autores da obra Universal Principles of Design (2003), iconic representation is the use of pictorial images to make actions, objects and concepts in a display easier to find, recognize, learn and remember, isto é, uma forma de visual communication of information using graphics. (Designbump, 2010)


A minha escolha recaiu na elaboração de uma infografia acerca da Capital Europeia da Cultura (CEC), que será acolhida por Guimarães, em 2012. A razão da escolha deve-se ao facto de ser a minha cidade-natal, um forte motivo para a grande estima e afeição que tenho pelo concelho vimaranense. Para além disso, considero todas as modalidades comunicacionais excelentes no intuito de divulgar esta iniciativa, ainda desconhecida por parte de muitos portugueses – e europeus.


Inicialmente, procedi à recolha de infografias estáticas, visando uma familiarização com a forma prática como se processa a feitura de uma destas formas de design. Na retina, ficaram-me, principalmente, as infografias relativas a grandes cadeias (McDonald´s e Starbucks, entre outras) e às maiores bancarrotas da História, que me parecem apresentar o conteúdo de forma muito apelativa. A visualização de exemplos no campo prático permitiu-me conjugá-la com algumas leituras teóricas que levei a cabo, como forma de tirar o máximo de proveito da oportunidade que dispus.


A infografia assenta num conjunto de informações acerca da CEC 2012, mais especificamente relacionadas com o seu logótipo oficial. De salientar que a sua concepção vai de encontro à necessidade de uma miscelânea de significados temáticos condensados num só objecto gráfico – que vai muito para além de um simples coração. Durante todo o processo de investigação, reflexão e criação, mantive sempre presente a noção de que a infografia, basicamente, represent some data in a way that a viewer can quickly understand (Allen, 2009), ou seja, o grande desiderato é o de mostrar a informação organizada, de forma a que o leitor não só observe, mas também veja.


O fundo escolhido foi o Castelo de Guimarães, o ex-libris da cidade, devido a toda a história que ostenta nas suas ameias. O desígnio desejado com esta opção foi o de realçar a importância do passado, da História (daí a escolha de uma cor escura como fundo, pois, como constata Chris Reynolds (2010), dá um excellent contrast to place the primary colors against, and they are pleasing and not distracting for the user e providencia extra emphasis to negative space, an important concept in design, and they help provide an excellent base for the design and content), para aquilo que Guimarães é no presente – Património Mundial da Humanidade, por exemplo. A efeméride que se realizará no próximo ano em muito se deve à tradição que prestigia as fronteiras vimaranenses e nacionais.


No conteúdo propriamente dito, decidi apresentar cada uma das informações textuais associadas a uma das muitas versões gráficas que existem do logótipo. Como forma de aprofundar essa conexão, resolvi também colorir as letras de acordo com os tons do logo que respectivamente as acompanhava.


Indissociável do supramencionado é o coração que se destaca no canto inferior esquerdo, cuja função é a de demonstrar a multiplicidade gráfica que o logótipo permite e, num sentido mais conotativo, de apresentar o evento como multidisciplinar, diversificado e, principalmente, aberto a toda a gente, a todos os gostos e a todas as culturas. A relação com os logótipos de dimensão inferior dispostos pelo restante documento é feita com a transposição de uma parte dos mesmos para o logo maior, nele harmonizados num sentido espiral. A CEC irá ser feita com o contributo de todos, que juntos farão algo ainda maior.


Tendo em vista uma apresentação textual de dimensões visíveis, mas não gigantes, procedi à colocação de uma indicação (Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura), que orienta o visualizador no tema.


Atendendo a que o objectivo da infografia é to convey the information as clearly and unambiguously as possible, but also to create a design that is tailored to the recipient (Visit Mix, 2009), o resultado final satisfaz-me plenamente e julgo que foi uma excelente via de aprender mais, quer sobre a componente gráfica, quer no que concerne à Capital Europeia da Cultura propriamente dita. Como aspecto menos positivo, aponto o facto de a informação não ser em muita quantidade, por pressupostos que a mim não me dizem respeito, no entanto, caso sofresse uma renovação, julgo que optaria por algum conteúdo mais global. Curiosamente, conteúdo informativo apresentado coaduna-se, na perfeição, com muitas das matérias que foram apreendidas ao longo do semestre nesta cadeira.


Bibliografia

Black or White – Which Background Color To Use. In Creative Fan. 2010. [Consult. 2011-06-17].
Disponível na www: http://creativefan.com/black-or-white-which-background-color-to-use

BUTLER, Jil & HOLDEN, Kritina & LIDWELL, William. Universal Principles of Design. Rockport. 2003, pp.110

ERHLHOFF, Michael & MARSHALL, Tim. Design Dictionary. Birkhauser. 2008, pp.218

5 Tips For Building Effective Infographics .In Visit Mix. 2009. [Consult. 2011-06-17].
Disponível na www: http://creativefan.com/black-or-white-which-background-color-to-use

30+ Useful Infographics for your Inspiration. In designbump. 2010. [Consult. 2011-06-17].
Disponível na www: http://designbump.com/GraphicDesign/30_Useful_Infographics_for_your_Inspiration/related_links

Proposta 4

Proposta 4 - Recolha Fotográfica

Na terceira proposta gráfica para Design e Comunicação Visual, foi proposto aos discentes um trabalho que relevasse a importância da cor no quotidiano e a forma como a mensagem de um transmissor visual pode ser facilmente alterável, modificando “apenas” a componente colorida.

A cor é a impressão que a luz reflectida! pelos corpos produz no órgão da vista (Priberam, 2011), que pode funcionar como sinal ou como símbolo; (…) para valorizar um objecto ou, pelo contrário, para neutralizar a sua presença, camuflando-o. (Brito & Miranda, 1998)


Assume uma importância fulcral no dia-a-dia de todos nós e suporta a nossa percepção que temos de uma miríade de aspectos. Obviamente, já não concebemos a nossa vida sem a existência de cores.


Num primeiro contacto com o exercício, levei a cabo uma reflexão no intuito de ter um entendimento mais claro daquilo que havia de ser feito, tendo, subsequentemente, seleccionado de uma vasta quantidade de imagens, aquelas que iria alterar. Muitas das que seleccionei para a recolha fotográfica, no entanto, são perfeitos exemplos da importância da cor, que adquire um significado, facilitando a compreensão da mensagem (Brito & Miranda, 1998), na transmissão de uma mensagem visual, como são, por exemplo, os paradigmáticos casos do ecoponto e do semáforo – a título de curiosidade, e como é relembrado em The Fundamental of Creative Design (2003), pastel hues of blue and pink are associated with newborn children in Western Culyuttrd; pale blue for boys and pale pink for girls.


Procedi, de seguida, à selecção de três exemplos que considerei assaz relevantes para a consecução dos desígnios a que me propus.


O trabalho inicial foi o da alteração do logótipo do Turismo de Portugal, que ostenta as cores da bandeira portuguesa (verde e vermelho), assim como contém alusões ao sol, na parte de cima, e ao mar, no rodapé. Coloquei os tons referentes à bandeira nacional em vermelho e, no que concerne aos restantes símbolos, apliquei-lhes a cor amarela. Como resultado, nota-se uma clara distorção do sentido original da imagem, que assim perde completamente o seu significado visual, ficando a parecer-se mais com uma promoção ao turismo… espanhol.



No segundo caso, recolhi um anúncio publicitário que publicitava a entrada no Verão, com a escolha corriqueira do laranja e do azul claro, cores do sol e do céu, respectivamente. O que fiz foi escurecer a imagem, o que fez com que perdesse todo o seu significado visual e, tendo em conta que uma cor quente, luminosa, saturada ou iluminada atrai mais a nossa atenção visual (Porfírio & Ramos, 2005), o seu carácter apelativo. Na pós-alteração, verifica-se uma imagem que carece de lógica, pois o texto não é devidamente acompanhado pelos tons frios - mais associáveis à época de Inverno.




Já a terceira e última mudança, consistiu na alteração das cores num cartaz do filme Black Swan. Logicamente, numa película na qual se encena essa famosa peça, com dois cisnes – um branco e outro preto – a publicidade é feita com a actriz principal, Natalie Portman, completamente maquilhada de branco, exceptuando a zona em redor dos olhos, pintada de preto. O restante conteúdo do cartaz é preenchido com um fundo branco e letras com o título do filme a preto. Aqui, decidi optar por uma abordagem um pouco diferente daquilo que havia feito nos dois casos anteriores, com uma homenagem às cores que eram e são utilizadas naquilo a que vulgarmente se designa de Pop Art. Essa época foi um marco decisivo na História da Arte, transpondo e interpretando a iconografia da cultura popular (Castelo, 2002) e ficou, como dito anteriormente, marcada pela utilização de cores extremamente vivas e até extravagantes. Com a escolha de azuis e amarelos tão vivos como os utilizados no cartaz do Cisne Negro pretendi fazer uma homenagem a Andy Warhol, principal vulto desta época, que efectuou procedimentos até então invulgares com, por exemplo, a cara da insigne Marilyn Monroe.


Em jeito de balanço, foi um trabalho extremamente profícuo no sentido da racionalização e de um maior reconhecimento da importância da cor, que é utilizada no design to attract attention, group elements, indicate meaning, and enhance aesthetics. (Hastings, 2009) No nosso quotidiano. Deu-me imenso prazer “brincar com as cores” e verificar os resultados finais, especialmente nos três casos que apresento neste trabalho. A grande complexidade deste trabalho deu-se não só com a minha inexperiência no Photoshop, mas mormente com a terceira imagem, que se revelou uma árdua tarefa na escolha de cores que reflectissem bem o ideal de Warhol. Revelou-se uma investigação e uma “formação” bastante curiosa, indubitavelmente.


Bibliografia

PORFÍRIO, Manuel & RAMOS, Elza. Educação Visual. Edições Asa. 2005, pp. 104

BUTLER, Jil & HOLDEN, Kritina & LIDWELL, William. Universal Principles of Design. Rockport. 2003, pp.110

BRITO, Maria José & MIRANDA, Helena. Debaixo d´olho. Texto Editora. 1998, pp. 17 e 184

Cor. In Dicionário de Língua Portuguesa, Priberam. 2011. [Consult. 2011-06-17].
Disponível na www: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=cor

CASTELO, Cláudia. O que é a Pop Art?, Público Online, 2002. [Consult. 2011-06-17].
Disponível na www: http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=293&id=67319

HASTINGS, David. Web Design and Colour Theory. In Sunstar Creative, 2009. [Consult. 2011-06-17].

Disponível na www: http://sunstarcreative.ca/web-design-principles/web_design_colour_theory/

Proposta 3